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Oposição sugere que Brasil desista da Copa

O senador Álvaro Dias (PR), líder do PSDB no Senado, afima que a questão dos aeroportos não é só uma preocupação da Fifa com a realização da Copa. "A preocupação é dos brasileiros que usam os aeroportos. Hoje mesmo há caos em várias localidades e nós presenciamos isso todas as semanas. Caos aéreo no Brasil é uma realidade, o país está atrasado e não é em função da Copa do Mundo", disse o senador ao comentar o estudo divulgado pelo Ipea sobre a situação dos aeroportos no país. "Isso diz respeito ao desenvolvimento nacional. O governo tem sido incompetente e teimoso. Não aplica sequer os recursos designados do orçamento e mantem uma prática política que tem que ser condenada", critica. Dias afirmou que a comissão de Infraestrutura está votando um indicado para ouvir explicações da Agência Nacional da Avição Civil, que segundo ele, está sendo investigada por improbidade administrativa. Para o senador, seria melhor o país adotar uma decisão radical e desistir de realizar os jogos: "Diante dessa situação, seria melhor o governo brasileiro pedir desculpas para a Fifa e abrir mão de realizar a Copa do Mundo, a continuar nesse ritmo." Gargalo nos terminais de passageiros O estudo do Ipea aponta que o grande problema do transporte aéreo no país está nos terminais de passageiros. Hoje, 17 dos 20 aeroportos brasileiros já estão trabalhando com volume de passageiros acima do limite operacional, que é de 80% da sua capacidade. Para Carlos Campos, técnico de pesquisa do Ipea, existe tempo hábil para investimento em pistas, pátios e terminais provisórios até 2014. Ao contrário, a situação seria ainda pior durante a realização dos jogos. O estudo mostra que há problemas nos projetos dos aeroportos. Isso porque mesmo com as obras previstas para 2014, 10 dos 13 estádios ainda continuarão operando acima da capacidade. Segundo Carlos Campos, técnico em pesquisa do Ipea, não devem ter sido considerados o aumento no movimento nos próximos três anos. É o caso de Fortaleza, Guarulhos, Brasília, Salvador, Cuiabá, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Natal e Recife. A previsão do crescimento da demanda, segundo o Ipea, é de 10% ao ano. Demanda cresce a passos largos, investimento não acompanha Outro dado apresentado no estudo é que o investimento a ser feito nos próximos 3 anos visando a realização dos jogos não é muito maior que a já feita no setor: nos útimos 8 anos, a média anual de investimento era de 1 bilhão e 100 mil reais. Até 2014, essa média é de 1 bilhão e 400 mil reais. Campos destacou que o mais preocupante nessa conta, é que nos últimos 8 anos, apenas 44% do previsto no orçamento foi de fato gasto na melhoria dos aeroportos. Se essa tendência continuar, o Brasil vai investir apenas cerca de 2 bilhões, se um total de mais de 5 e meio bilhões disponíveis para as obras. "Os investimentos são insuficientes para o crescimento da demanda e existe grande possibilidade de não serem executados", afirmou o pesquisador. O especialista destacou um plano B deve ser usado para fazer com que não haja uma apagão aéreo. "Não precisamos aguardar até 2014 para ver que o sistema aéreo tem problemas. Daqui para 2014 existem algumas medidas operacionais, como alteração de horários de voos, que somadas aos terminais provisórios, permitem o tráfego aconteça", disse. No entanto, o Campos destacou que não se pode deixar que as estruturas construídas para solucionar o problema temporariamente virem definitivas. " Muitas vezes o 'P' de provisório é igual ao 'P' de permanente", destacou. Parceria privada não é solução Carlos Campos também afirmou que não há tempo para entrada das empresas privadas na administração aeroportuária. "A tomada de decisão de se que vai abrir o setor aeroportuário não significa que o problema vai estar resolvido no dia seguinte", disse. Para implantar uma proposta de abertura do setor ao investimento privado, seria necessário tempo. O novo presidente da Infraero, Gustavo do Vale, também já adiantou que esse processo levaria cerca de três anos - e não seria a solução até a Copa de 2014. Além disso, explica o pesquisador do Ipea, os espaços dos aerportos, hoje, são propriedade da União. Levaria tempo também para desvincular esses prédios da administração pública e colocá-los à disposição de empresas privadas. Fonte: Portal da Copa 2014

 
 
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