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Bruno, Bola, Macarrão e Sérgio vão a júri popular

A ex-mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, e a amante Fernanda Gomes Castro, assim como o caseiro Elenilson Vitor da Silva e Wemerson Marques, o Coxinha, irão também a júri popular, mas por sequestro e cárcere privado. Além disso, a juíza decidiu pela revogação da prisão preventiva dos quatro, e aguardarão o julgamento em liberdade. Flávio Caetano de Araújo, motorista do goleiro Bruno de Souza, foi absolvido. Todos foram absolvidos da acusação de corrupção de menores. Normalmente, crimes por sequestro e cárcere privado não levam os réus a júri popular. No entanto, a juíza considerou que o suposto homicídio teria ligação com o sequestro e, devido à conexão entre os crimes, determinou que os quatro também sejam julgados em júri popular. No entanto, se os advogados recorrerem, o julgamento pode ser desmembrado e os quatro podem não ser julgados em júri popular. Os defensores dos quatro entrarão com pedidos para que eles sejam julgados apenas por um juiz. Fernanda responderá por sequestro e cárcere privado de Eliza e do filho, que ela dizia ser de Bruno, já Dayanne, Coxinha e Elenilson serão julgados pelos mesmos crimes, mas apenas conta o bebê. A previsão é que os julgamentos aconteçam até a metade de 2011. O primeiro a ser levado a júri deverá ser Sérgio, porque ele foi o réu que mais contribuiu para a investigação. A Justiça espera que ele possa falar mais no julgamento e que isso possa ser usado para a sentença dos demais. Os advogados e o promotor devem pedir o desmembramento do processo, já que o grupo será julgado por crimes diferentes. Por volta das 21h30, advogados dos quatro que a juíza mandou soltar estavam na 6ª Delegacia Seccional de Contagem para a retirada dos alvarás de soltura. O procedimento é padrão e serve para verificar se há outros mandados de prisão expedidos no País contra os presos. A previsão é que eles deixem a Penitenciária Feminina Estevão Pinto e a Penitenciária Nelson Hungria no início da madrugada de sábado. Em frente ao presídio, já aguardavam a mãe e a advogada de Fernanda. O caso Eliza desapareceu no dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade de Bruno. No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estava lá. A atual mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante depoimento, um dos amigos de Bruno afirmou que havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado. Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncias anônimas, em entrevista a uma rádio no dia 6 de julho, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa de Bruno no Rio. Ele é primo do goleiro e, em dois depoimentos, admitiu participação no crime. Segundo a polícia, o jovem de 17 anos relatou que a ex-amante de Bruno foi levada do Rio para Minas, mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães. No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. Todos negam participação e se recusaram a prestar depoimento à polícia, decidindo falar apenas em juízo. No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno responderá como mandante e executor do crime. Além dos oito que foram presos inicialmente, a investigação apontou a participação da atual amante do goleiro, Fernanda Gomes Castro, que também foi indiciada e detida. O Ministério Público concordou com o relatório policial e ofereceu denúncia à Justiça, que aceitou e tornou réus todos os envolvidos. O jovem de 17 anos, embora tenha negado em depoimentos posteriores ter visto a morte de Eliza, foi condenado no dia 9 de agosto pela participação no crime e cumprirá medida socioeducativa de internação por prazo indeterminado.

 
 
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